Criminosos incendeiam estação ambiental e atacam oficina na 5ª noite de violência no Ceará

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Criminosos voltaram a cometer ataques no Ceará em represália à promessa do Governo do Estado de acabar com domínio de facções no Ceará, que foi o estopim para série de ataques ordenados por presidiários. Entre a noite de domingo (6) e a madrugada desta segunda-feira (7), criminosos incendiaram uma estação ambiental em Icapuí e veículos de uma oficina em Fortaleza.

Uma embarcação do Corpo de Bombeiros foi destruída em um incêndio na Barra do Ceará, na capital, porém os bombeiros não confirmaram se o caso está relacionando à onda de ataques no Estado.

A estação ambiental incendiada fica localizada na Praia de Requenguela, no município de Icapuí. O incêndio no local teve início por volta das 23h. De acordo com a Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para conter as chamas. Na estação ambiental atingida eram desenvolvidos projetos sociais que incentivavam a economia sustentável por meio da produção local de produtos com matéria-prima da região.

Em Fortaleza, por volta de 1h desta segunda-feira (7), o alvo foi uma oficina mecânica que presta serviços para a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia. Dois veículos foram destruídos pelas chamas. O fogo foi contido pelo proprietário do local com a ajuda de vizinhos.

O Governo do Ceará afirmou na noite deste domingo que iniciou a transferência de chefes de facção para presídios federais. Um dos chefes já foi transferido para um presídio federal em outro estado, ainda não informado. Outros 19 membros de organização criminosa serão levados a outras unidades federais ainda neste domingo. O estado aguarda uma questão logística para obter voos para levar os criminosos.

O Ceará vive uma onda de violência no estado, ordenada por chefes de facção que estão presos em unidades presidiárias no Ceará. Desde quarta-feira, criminosos fizeram 115 ataques em 33 cidades do Cearáem uma série de crimes ordenados por presidiários. Os policiais detiveram 110 suspeitos, entre adolescente e adultos.

Celulares nos presídios

A sequência de ataques foi uma represália de criminosos à fala do secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios. Desde o início da onda de crime, agentes apreenderam 407 celulares em presídios onde foram ordenados os crimes. Em uma das ações, os presos fizeram um motim.

De acordo com Mauro Albuquerque, o controle da entrada de celulares será “uma das medidas” adotadas na gestão dele como secretário de Administração Penitenciária, cargo criado no segundo mandato do governador do Ceará, Camilo Santana, em 1º de janeiro deste ano. “É uma das medidas, mas não a única. Investir nos equipamentos que impeçam a entrada de objetos é um trabalho mais importante e que vamos aprimorar aqui”, afirmo Mauro.

“O crime hoje está organizado nacionalmente, para além das divisas. Então não adianta uma unidade possuir o bloqueio [de sinal de celular] e as demais, não. Iniciativas como o Sistema Único de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário são importantes para essa nacionalização das medidas”, disse.

Reforço policial

Desde a quinta-feira, as equipes de segurança do Ceará receberam vários reforços: 300 membros da Força Nacional, 100 policiais militares da Bahia e 50 policiais rodoviárias federais.

As equipes da Força Nacional atuam principalmente em blitze, já que a maior parte dos criminosos usam carros para ir aos locais do crime e em seguida para fugir, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.

As equipes foram pelo menos 20 blitze simutâneas em “vias estratégicas” de Fortaleza e cidades da Região Metropolitana, que concentram cerca de 80% dos ataques no estado.

Já os policiais baianos que chegaram neste domingo ao Ceará para ajudar no combate ao crime atuam no interior do estado.

G1

 

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